O primeiro infarto a gente nunca esquece

Fiz quarenta anos e meio esses dias. Chego a metade da minha vida e ao primeiro infarto. Dores cardíacas marcaram essa passagem, o que me soa maiakovskiano e passional, como muito da minha vida. Chegar a metade de uma existência humana está doendo com urgência e calma. A urgência de saber que não haverá mais muito tempo me deixa nervoso, e a calma surge porque me sinto mais leve, despreocupado de acertar sempre. E dessa mistura calma e urgente que vou me alimentando para as próximas décadas, espero ter oportunidade de vivê-las intensamente, olhando flores em dia de chuva…

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