Casa de Repouso
Outubro 22, 2009
Um velho caboclo de barro
esquecido na mesa do canto.
Um velho pescador de barro
que perdeu o anzol faz tempo.
Também perdeu
o peixe, o rio, o mar…
Um velho de chapéu de palha,
de olhar cansado
de ver teias de aranha.
Um velho sentado na pedra
tão imóvel quanto ele,
que resiste ao tempo.
Um velho perdido
na decoração da casa.
Um velho que guarda segredos
nas cicatrizes do rosto.
Um velho corcunda
de barba grisalha.
Um velho à espera de um sopro
que o ressuscite do barro.
Waro >A multiplicação dos cães<




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