Cruz e Souza
Outubro 28, 2008
Filho de escravos na branca sociedade catarinense do século XIX, profundamente angustiado, e, para complicar, poeta. Aí vão alguns versos:
(…) Esquecer é não ter lágrimas puras,
Nem asas para beijos
Que voem procurando sepulturas
E queixas e desejos!Esquecimento! eclipse de horas mortas,
Relógio mudo, incerto,
Casa vazia… de cerradas portas,
Grande vácuo, deserto.
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